Na Terra do Amor e Ódio

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O primeiro longa, escrito e dirigido por Angelina Jolie, tenta nos chocar com 02h07min minutos de filme, mas não consegue muita coisa além de uma direção de fotografia mediana e uma história pouco desenvolvida.

A Guerra da Bósnia foi um conflito político e religioso armado, os fatos ocorreram entre os anos de 1992 até 1995 supostamente, aconteceram principalmente devido ao fim da Guerra Fria, quando a ex. Iugoslávia caia em ruínas, com isso a Croácia e também a Eslovênia, territórios submissos ganharam sua independência, os líderes sérvio-bósnio desejavam construir um novo país especialmente para os sérvios, no entanto Bósnia-Herzegóvina também havia-se tornado independente: e durante um período ocorreram invasões em ambos os territórios que acarretavam em conflitos maiores e respostas cada vez mais agressivas em busca de poder. A guerra envolveu três grupos de etnias e religiões diferentes: os bósnios muçulmanos, sérvios cristãos ortodoxos e os croatas católicos romanos.

Na Trama, a pintora Ajla (Jana Marzalovic) é uma bósnia muçulmana vivendo com sua irmã em território inimigo, prestes a começar um romance Danijel (Goran Kostic) o casal é surpreendido em meio a uma dança de salão, por um ataque ofensivo, resultando em várias mortes e dando um início de vez a guerra. Passando-se três meses, homens são massacrados e mulheres são levadas prisioneiras pelos guardas até os quartéis onde são mantidas sob condições precárias e forçadas a lavar e cozinhar, ainda sendo constantemente violentadas pelos soldados.

Ajla é uma dessas mulheres, sua irmã consegue escapar e se aliar aos rebeldes, porém Ajla acaba reencontrando seu amor Danijel, que agora é o 2º líder do batalhão, e um fiel soldado que precisa carregar o fardo das conquistas do pai, considerado um herói de guerra para eles. O amor entre os dois cresce novamente em meio a reviravoltas, mas ambos precisam lhe dar com o fato de que são inimigos mortais, e todos, inclusive o pai de Danijel, suspeita da relação.

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Angelina Jolie, sempre se mostrou preocupada com causas humanitárias, e esta mesma guerra está completando seu vigésimo aniversário, talvez esse seja um presente errado lembrar-lhes de tudo o que perderam, mas cada um encara de seu jeito. Como diretora, escritora, produtora e embaixadora da ONU, provavelmente tenha-se ocupado de vários cargos e não conseguiu controlar o rumo em que seu filme estava caminhando, a começar pelo idioma inglês/sérvio, que já remete a qualquer ligação de histórias pensadas estritamente para o público americano, a exaustão em repetir as cenas de violência cometida com as mulheres não agrega a veracidade desejada na história, torna-se monótono, o tempo no filme avança, mas nada é desenvolvido o bastante, nem mesmo a relação do casal principal, ou os acontecimentos durante a guerra.

A fotografia assim como a direção é mediana, não vemos o suficiente para que possa parecer uma superprodução, mas da para contentar-se com o que se é mostrado. A atuação não é de todo ruim, o que atrapalha é o sotaque, os furos no roteiro são gritantes, até mesmo a continuidade, percebe-se muito isso no lento crescimento dos cabelos de Ajla, mesmo com a duração exaustiva, o filme não conseguiu nos aprofundar o suficiente na história, e mais uma vez o filme apela para um final “já aguardado”, o que mesmo assim, com todos os problemas, não tira a importância de uma produção que relembre um tema pouco conhecido e discutido nos dias presentes.

6/10

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