Argo

Em 1979, em retaliação pelos Estados Unidos abrigarem o deposto Xá do Irã, militantes iranianos invadiram a Embaixada americana em Teerã e fizeram os 58 funcionários lá presentes naquele momento, reféns. Porém, 6 dos funcionários da Embaixada fugiram e se esconderam na casa do embaixador canadense.
Mas, apesar de terem conseguido escapar da Embaixada, seria apenas uma questão de tempo até que fossem encontrados pelos militantes, já que todas as casa estavam sendo revistadas. E se fossem encontrados, seria provável que tanto eles quanto seus anfitriões seriam executados.
Com esta fuga mantida em segredo pelo governo, a CIA e o Departamento de Estado começam a refletir sobre maneiras de extrair estes seis funcionários do Irã o mais rápido possível.

É aí que entra Tony Mendez (Ben Affleck), um especialista em extrações da CIA que, inspirado por um filme que via com seu filho na televisão, produz um elbaorado plano para resgatar os seis fugitivos antes que eles sejam descobertos pelas forças revolucionárias iranianas.
Com a ajuda de Hollywood e do governo canadense, Mendez entrá no país fingindo ser um produtor que está procurando locações para um filme de ficção científica tipo Guerra nas Estrelas e planeja sair com os fugitivos, fingindo ser membros da equipe de produção do filme.
Em seu terceiro longa metragem, Ben Afleck, que já vem demonstrando grande talento desde seu primeiro filme na direção, “Medo da Verdade”, mostra completo domínio sobre todos os aspectos do filme. Sua direção é impecável em todos os aspectos.

Com um elenco cheio de rostos conhecidos, que vão desde Bryan Cranston, em um papel bem melhor do que os que tem recebido desde que despontou em Breaking Bad à sempre confiável Cleah Duvall como uma das fugitivas, a atuação de Argo não decepciona e no carro chefe deste departamente está o próprio Ben Afleck, como Tony Mendez, seu personagem principal.

Em uma atuação que tange o  melancólico, mas sem nunca sê-lo, o Tony Mendez de Afleck é um homem sério, sombrio e cínico. Com o aspecto de um homem que já viu o pior que este mundo tem para oferecer e cansado do mundo cinza em que vive, Mendez parece ser tão bom em seu trabalho, a ponto de ser considerado o melhor em seu campo, justamente porque já o realizou mais vezes do que gostaria. Apesar disto, é um homem obstinado e que preocupa com o bem estar dos outros.

Apesar de sua longa duração, duas horas quase exatas, Argo conquista a façanha, obtida por poucos filmes hoje em dia, de manter um ritmo profundamente tenso do início ao fim. Mesmo em seus momentos mais calmos, mas nunca monótonos, o filme carrega consigo uma tensão tão intensa que é capaz de prender o espectador incansavelmente.
Argo é sem dúvida um dos grandes filmes de 2012 e certamente um favorito para a temporada de premiações de 2013.

9/10

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