Relação Explosiva

Dax Shepard, Kristen Bell, Bradley Cooper de dreadlocks, Michael Rosenbaum, carros tunados e nada mais. Talvez eu esteja sendo muito radical, mas foi à primeira sensação que tive ao assistir “Relação Explosiva” (Hit and Run). Escrito e dirigido por Shepard com a ajuda de David Palmer na co-direção, o filme se especializa na arte da vergonha alheia, tenta se encontrar, mas não consegue. As piadas parecem ter sido escritas para um besteirol bem ao estilo de “Corra Que a Polícia Vem Aí!” (The Naked) 1988) com o objetivo de que elas funcionassem tão bem hoje quanto antes, o que não acontece.

Na trama, Shepard é Charles Bronson, um ex-motorista de fuga que agora vive em uma pequena cidade interiorana por estar no Serviço de Proteção a Testemunha. Lá ele namora Annie (Kristen Bell) que precisa ir a Los Angeles, justamente o único lugar onde Charlie não pode ir, já que é onde seus antigos associados criminosos estão, por ocasião de sua chefe ter lhe conseguido uma entrevista para o emprego de seus sonhos.
No entanto, graças a uma decisão expontânea extremamente mal pensada, ele decide levá-la para sua entrevista em Los Angeles, apesar disto ser completamente desnecessário.
Porém, Gil (Michael Rosembaum) o ex-namorado obsessivo de Annie obtem informações sobre a verdadeira identidade de Charlie e, afim de atrapalhar seu relacionamento com Annie, avisa aos antigos comparsas de Charlie sobre seu atual paradeiro, além de segui-los em sua jornada pra Los Angeles.
Além dele, há também o neurótico atrapalhado agente federal responsável pela segurança de Charlie e dois policiais locais, um deles o irmão de Gil, que acabam sendo arremessados no mei odesta confusão. Sim, parecem que estamos prestes a ver uma história bem Sessão da Tarde.

O elenco não é ruim, mas não há química entre eles. Os personagens parecem estar lá apenas para ajudar a trama afundar mais.
O filme quase tem seus momentos, usando de velhas fórmulas que deveriam funcionar para tentar agradar e as cenas de perseguição de carros até que são boas, mas é só isso.
Lotado de diálogos que tentam apelar para proteção as causas de homossexualismo e racismo, sempre tentando parecer atual, o filme acaba por perder tempo com discussões irrelevantes para trama ao invés de tentar desenvolver melhor seus personagens ou até mesmo dar um final melhor e mais crível a história.

5/10

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