Até que a Sorte nos Separe

Poucas comédias nacionais conseguem trazer consigo um humor inteligente, tramas bem costuradas e um final surpreendente. Até que a sorte nos separe NÃO é um deles.
Estrelado por Leandro Hassum e Danielli Winits, o filme conta a história de um casal pobre, feliz e dublado por um casal rico e pateta que perde toda sua fortuna e agora precisa voltar a antiga vida, mediante há novos problemas que surgem durante a história.

O diretor Roberto Santucci que já havia lucrado bastante com seu longa anterior, “De Pernas pro Ar” (2010) tentou usar a mesma fórmula atores globais que são “engraçadinhos” na tela, a escolha não foi das ruins, Hassum está muito bem no papel, porque as piadas que ele usa no filme, são as mesmas que funcionam na TV e esse é um dos problemas. Para alguém que não perde os domingos da Globo, este é um filme ideal. Outro ponto a se chamar atenção é o papel de Danielle Winits que serve como uma luva (a loira dondoca) porém já bastante saturado, se considerarmos a lista de personagens assim que ela interpretou em novelas. O casal conta com a ajuda de dois filhos que diante de uma atuação rala, diálogos preguiçosos e ações ineficientes, ficam encobertos o filme todo.
Há uma tentativa de estabelecer um romance adolescente entre a filha do casal rico e o filho do casal ao lado, mas o filme conseguiria sobreviver muito bem sem isso.

Também ajudam a compor a trama Kiko Mascarenhas, que interpreta um famoso autor de um manual que ensina você a como ficar rico, o clássico rico de coração pobre. Rita Elmôr, mulher do personagem de Kiko, que também não arranca uma risada e nos faz passar vergonha alheia diante de suas tentativas de seduzir o próprio marido e Aílton Graça, talvez o mais engraçado da família, apesar das velhas situações clichês que seu personagem tem de enfrentar.

Para finalizar, não há como deixar de reparar na fotografia, que além de abusar de planos novelísticos, como os famigerados planos aéreos que exibem toda a beleza da cidade e servem como a desculpa para um respiro temporal. Em vários momentos o foco se perde ou as imagens ficam granuladas, talvez seja um problema da sala, porém diante da produção exibida, isso deixa algumas dúvidas. ( Spoiler) A história termina com um plano clássico a lá Zorra Total que só a Globo Filmes….

4/10

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