Homem-Aranha: Longe de Casa

Desde 2002, o Homem-Aranha teve nada menos do que SEIS filmes live-action espalhados por três continuidades diferentes. Com tantos filmes assim em um intervalo de tempo tão “curto”, fica difícil não se repetir e por isto os responsáveis por cada produção se desdobram ao máximo para serem inovadores, com novas abordagens para vários aspectos diferentes do VASTÍSSIMO universo do personagem.

Isso pôde ser percebido desde a primeira aparição do atual Homem-Aranha em “Capitão América: Guerra Civil” (2016) e principalmente em seu primeiro filme solo desde que a Sony e a Marvel entraram em acordo sobre o uso do herói dentro do Universo Marvel, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, de 2017, já que esta é a encarnação mais jovem do personagem nos cinemas.

Ainda que façam parte de um universo compartilhado, a maioria dos filmes solos da Marvel tem histórias independentes que poderiam facilmente existir isoladamente, no máximo fazendo alguma referência a eventos, personagens ou aspectos de outros filmes do universo que compartilham. Já os filmes do Homem-Aranha tem ido em uma direção completamente oposta.
“Homem-Aranha: Longe de Casa” expande o que “De Volta ao Lar” fez dois anos atrás. Assim como “Longe de Casa”, “De Volta ao Lar” é uma consequência direta dos eventos e das ações de personagens de outros filmes do Universo Marvel.

Em “De Volta ao Lar” o vilão só existia graças a eventos como a Batalha de Nova York do primeiro Vingadores, além, é claro do Homem-Aranha depender fortemente de sua relação com Tony Stark, de quem, inclusive, ganhou o uniforme que usa pela maior parte do filme. “Longe de Casa” faz um uso ainda maior desta integração com o resto do Universo Marvel, principalmente por ser o primeiro filme a se passar APÓS “Vingadores: Guerra Infinita” e “Ultimato”, no qual eventos de grandíssima importância, como a morte de importantes personagens e o desaparecimento e retorno, após 5 anos de ausência de metade da população mundial ocorreram.

Enquanto esta interdependência tem suas vantagens, ao explorar ainda mais as oportunidades que um universo tão compartilhado oferecem, também tem suas desvantagens, pois pela segunda vez enfraquece, de um ponto narrativo, um personagem que parece não consegir existir ou sobreviver sozinho. Mas talvez seja esta mesmo a intenção por trás dos filmes do Homem-Aranha no Universo Marvel. Uma vez que já teve nada menos do que CINCO filmes como o único herói de seu universo, os responsáveis por guiar ESTA encarnação do personagem optem por integrrá-lo tanto quanto possível e razoável ao universo ao resto do vasto universo do qual faz parte.

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Casal Improvável

Se não fosse pelo desastre em forma de ser humano (se é que podemos chamá-lo disto) conhecido como Donald Trump, em 2017 poderíamos ter visto Hillary Clinton como a primeira presidente mulher dos Estados Unidos. Mas, assim como foi no Brasil em 2018, um absurdo impensável ocorreu e a pessoa errada foi eleita. Independente do resultado da eleição de 2016, era inevitável que Hollywood, que em sua maior parte apoiou Hillary, não fosse produzir material que viesse a servir como “comentário” destes eventos ou do cenário político atual.

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Men in Black: International

O “Homens de Preto” original, de 1997 foi um sucesso tão absoluto que gerou uma (brilhante) animação de 4 temporadas e duas continuações. Mas estas continuações, além de terem demorado 5 e posteriormente 10 anos para serem produzidas nunca sequer chegaram perto do nível do primeiro filme. MIB 2, de 2002 é considerado um filme fraco e MIB 3, de 2012 , apesar de agradável, essencialmente some com Tommy Lee Jones em nome de sua versão mais jovem, interpretada por Josh Brolin.

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X-Men: Fênix Negra

A “Saga da Fênix Negra”, originalmente publicada pela Marvel entre 1976 e 1977, é uma das mais famosas e celebradas histórias não apenas dos X-Men ou da Marvel, como dos Quadrinhos de super-heróis como um todo, tanto que já sofreu uma tentativa de adaptação pela própria Fox no anos 2000, que começou no fim de X-Men 2 (2003) e poderia ter funcionado se os planos originais de Bryan Singer para X-Men 3 tivessem sido seguidos, mas o que acabamos tendo foi o divisivo X-Men: O Confronto Final (2006), que fragmentado por linhas narrativas demais, enterrou qualquer esperança de vermos uma boa adaptação da saga com aquela encarnação dos personagens.

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Godzilla: Rei dos Monstros

Depois que a primeira tentativa de Hollywood de adaptar Godzilla para o mercado ocidental fracassou violentamente em 98, gerando uma versão do monstro que os japoneses nada carinhosamente apelidaram simplesmente de “Zilla”, foram mais de 15 anos até que uma nova tentativa viesse a ser feita por parte dos americanos, e esta veio na forma de “Godzilla”, do diretor Gareth Edwards, em 2014.

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Brightburn – Filho das Trevas

Desde a criação dos primeiros super-heróis nos anos 30 e 40, super-heróis e outras pessoas com super poderes vem sendo cada vez mais parte do imaginário popular da humanidade, com seu poder sobre a cultura pop se tornandao cada vez maior desde então, graças a uma quantidade também cada vez maior de histórias sobre estas figuras em diferentes mídias, principalmente filmes e séries.

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John Wick 3: Parabellum

“Parabellum” vem do latim “Si vis pacem, para bellum”, que significa “se você quer paz, se prepare para guerra”. E paz é o que John Wick sempre quis desde que abandonou a vida de assassino para viver tranquilamente com sua esposa. Mas as circunstâncias insistem em ficar puxando John para a guerra e se ele realmente quer algum dia voltar a ter paz, ainda haverá muita, muita guerra, para a qual ele sempre está mais do que preparado.

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