Mapas para as Estrelas


Por Fábio de Carvalho P.

David Cronemberg talvez seja um dos diretores mais fascinantes a adentrar no território hollywoodiano. Mapas para as Estrelas é um filme hollywoodiano no sentido mais esquizofrênico da palavra. E mais importante do que isso talvez, é um filme sobre filmes. Um filme sobre filmes não é nada novo. Mapas para as Estrelas não é nada novo. Mas seu ar quase de tragédia grega é inegavelmente fascinante. A conclusão do filme, de poderoso poder simbólico, talvez seja um ode a tudo que hollywood um dia almejou representar. Os personagens caricatos, e ainda assim verdadeiros, do roteiro são meras percepções, meros esboços. E não seria assim que enxergarmos os humanos que habitam esse mundo bizarro?

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O Sétimo Filho

Baseado na obra “O Caça- Feitiço” de (Joseph Delaney) O Sétimo Filho é mais uma das tentativas falhas de se adaptar Best Sellers fantásticos para o cinema com intuito de fazer com que o último livro seja dividido em dois filmes.

A trama narra à aventura do Caça-Feitiço John Gregory (Jeff Bridges) que precisa enfrentar uma antiga ameaça à feiticeira Malkin (Julianne Moore) que matou o aprendiz de Gregory e ameaça envolver o mundo em trevas. John agora precisa treinar um novo aprendiz: o sétimo filho de um sétimo filho Thomas Ward (Ben Barnes) e juntos, derrotarem a ameaça.

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Golpe Duplo

Nada é mais atrativo no cinema do que um anti-herói, alguém que pisa nas leis da moral e bons costumes, que não daria a própria vida pra salvar a do próximo e não liga para a gravidade da situação desde que consiga sair dela com algo de valor conquistado. Anti-heróis podem ser tão charmosos quanto depressivos, o custo que a vida lhes pede em troca de sua maneira antissocial de ser. Ser um Anti-herói é algo que ninguém deveria querer, mas se pudessem a tentação seria grande demais.

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Kingsman: Serviço Secreto

O adorável humor britânico é responsável por muitas pérolas que misturam temas sérios em conjunto com piadas de humor negro, escatológicas e sexuais, que diferentes das comédias pastelões típicas estadunidenses, as comédias UK têm piadas que parecem ter sido colocadas por impulso na cena, não se espera que a situação chegue à determinada consequência e a leve a diante.
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Sniper Americano

Por Fábio de Carvalho P.

Sniper Americano é um filme devastador. A experiência que o filme provoca é física. O drama é íntimo e ao mesmo tempo barulhento e desesperado. O personagem de Chris Kyle não é um herói, não existem heróis na guerra. Existem seres humanos, sem maniqueísmos. A obra de Clint Eastwood foi montada como uma homenagem, mas eu me recuso a aceitar essa faceta, não me parece justo. Eu assisti outro filme. O filme que eu assisti me fez sair tremendo e sem ar do cinema, me tocou de forma profunda e me levou a uma reflexão essencial sobre a condição humana.

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Um Santo Vizinho

Na sua estreia como diretor Theodore Melfi não se arrisca muito ao tentar mostrar seu potencial, e apresenta uma trama rasa, de poucos risos, mas que não decepciona.

O beberrão e mal educado Vincent (Bill Murray) não faz nada da vida além de apostar em cavalos e passar breves momentos com a prostituta Daka (Naomi Watts), falido e na mira dos cobradores, Vincent acaba virando babá do garoto Oliver (Jaeden Lieberher) e com o pouco que ganha, mantém seus vícios e arrasta o menino para dentro de suas jornadas.

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50 Tons de Cinza

Já começo dizendo que não li o livro por ler críticas bem negativas à trama, mas não imaginei que sairia tão decepcionada do cinema.

Apesar de ter uma fotografia muito bonita, o filme que tem como protagonistas Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson), deixa bastante a desejar. São duas horas inteiras de um jogo de sedução que me deixou seriamente incomodada. O protagonista é um bonitão que curte BDSM e além disso é um milionário. Talvez seja esse detalhe que não faça Ana sair correndo ao primeiro sinal de bizarrice em relacionamentos que Christian apresenta, ao sugerir um contrato de confidencialidade entre os dois para que haja algum tipo de relação. Só eu achei a relação abusiva? Só eu fiquei com um alarme na cabeça toda hora que ele claramente a stalkeava e exigia coisas sem muita explicação, dando uma de “porque eu quis” versão gringa e bonitona?

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