Maze Runner: Correr ou Morrer

Por sua premissa, “Maze Runner: Correr ou Morrer” imediatamente remete a dois filmes: “O Senhor das Moscas”, por se tratar de um grupo de garotos jovens abandonados em uma locação remota e dependendo de si mesmos para sua sobrevivência e “Cubo”, por estarem presos, ou melhor, rodeados, por um labirinto.

É neste improvável cenário em que Thomas (Dylan O’Brien, da série Teen Wolf) se encontra ao acordar, sem memórias de quem é ou de como foi parar ali, rodeado por outros garotos de sua idade. Através de diálogo que soa um pouco expositivo demais, ele logo aprende que todos os outro jovens, cerca de 30, chegaram ali da mesma forma, com a periodicidade de um por mês, em um elevador que vem do subterrâneo trazendo também suprimentos.

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Livrai-nos do Mal

Exorcismos, demônios e ocultismo serão sempre elementos em alta para se trabalhar: isso porque, apesar dos inúmeros clichês e tentativas frustradas de se manipular essa temática no cinema é um universo – que por sua área ainda tão desconhecida – oferece inúmeras possibilidades de histórias e interpretações do contato direto entre entidades sobrenaturais com humanos. Um prato cheio para qualquer diretor, e Scott Derrickson é um dos que come até cair.

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Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário

Um filme como “Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário” já tem um público muito específico em mente: fãs e espectadores do mangá e anime dos Cavaleiros do Zodíaco que, graças as exibições da série no Brasil nos últimos 20 anos chegam a ser milhares, talvez milhões de pessoas.
Dificilmente alguém que não leu o mangá e/ou assistiu a série animada se interessará pelo filme.
Logo, é, realmente, um longa feito para um público que já tem pleno conhecimento prévio dos personagens, do cenário, da história e da situação na qual os personagens se encontram.

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O Doador de Memórias

Na expectativa de adentrar ao campo das adaptações adolescentes de sucesso como “Harry Potter”, “Jogos Vorazes” e o mais recente “Divergente”: “O Doador de Memórias” de Phillip Noyce (Salt, 2010) chegou tarde demais ou cedo demais para o seu tempo, num romance que poderia se equiparar muito mais as obras de Aldous Huxley e George Orwell do que as populares escritoras contemporâneas.

Baseado no romance homônimo de Lois Lowry: o livro apresenta um futuro onde não há guerra, desigualdade social, inveja, dor ou qualquer outra situação ou sentimento que cause distúrbio no ser humano. Mas também é um mundo onde não existe alegria, compaixão, e quaisquer sentimentos que fazem a vida valer a pena – nem mesmo vida animal- todos são neutros, se respeitam, seguem regras e jamais dizem coisas confusas. Também, não conhecem o passado antes de sua vida, informações desse tipo são proibidas, e destinadas apenas há um membro da comunidade, que é responsável por manter dentro de si, uma compilação de memórias e sentimentos antigos, mas ainda vivos barrados por uma barreira que impede que isso se alastre entre os habitantes.

O responsável por guardar as memórias (Jeff Bridges) agora precisa passa-las a diante: o escolhido para recebê-las foi Jonas (Brenton Thwaites) o que faz de Bridges “O Doador”. Lois Lowry partiu da premissa do futuro utópico controlado, onde os habitantes não sofrem diretamente com com as brutas mudanças sociais. Eles não precisam fazer revoluções, vivem bem e de forma igualitária apesar de tudo. E nesse tom, o diretor acertou bem em transpassar tal experiência no filme. Deixando uma fotografia em preto e branco, roupas que não criam a sensação personalidade, móveis, objetos e imóveis simples e simétricos. Nada parece ser ousado sem um propósito preciso, e todos são vigiados. Cada consequência desses atos na população pode ser vista na frieza e arrogância com que os pais de Jonas (Katie Holmes e Alexander Skarsgård) o tratam.

Ao receber as primeiras memórias do doador, Jonas se vê confuso diante de tudo o que perdeu em sua vida, as cores vão aparecendo a medida em que ele experimenta cada sentimento, mesmo os piores contribuem para sua personalidade e noção de espaço e situações que antes lhe pareciam perfeitamente normais, ainda que para os providos de emoções, vejam nas como brutalidade.

Jonas sente vontade de compartilha-las com sua companheira mais próxima Fiona (Odeya Rush) no qual ele já nutria um sentimento indiferente dos outros, mas não sabia como explicar. Noyce transmite como muita facilidade a noção de que dentro de cada pessoa, ainda que encoberta por uma droga inibidora de sentimento, existe a inveja, o amor, avareza, culpa e as demais características que nos tornam o que somos. Mas falha na parte crucial da história, passar sentimentos, dá se entender que eles existem, e sua necessidade dentro daquela sociedade, mesmo que exista uma semente dentro de cada prestes a brotar. Jonas e o Doador armar um plano para quebrar a barreira invisível e mostrar a todos o que estão perdendo, o que é uma ameaça para a autoridade principal da comunidade Chief Elder ( Meryl Streep) que mantém cada cidadão sob vigilância.

O clímax do filme falha mizeravelmente, quase que jogando fora tudo o que havia conquistado de início, sendo uma obra que trata sobre emoções, mas falha ao nos transpassar isso, ainda que elementos chaves como a direção de produção e toda a banda sonora contribuam, a sensação que se cria é inversa: ao invés de liberarmos alegria, tristeza, raiva ou qualquer outra forma de reação, o clímax deixa uma sensação de que algo está incompleto naquilo tudo. Ou que os personagem tomaram as emoções que pertenciam aos espectadores, diante disso “O Doador de Memórias” poderá tornar-se um filme esquecível, ainda mais quando seus concorrentes tem o elemento da “ação” para se destacar. Ainda que falho, é um filme que apresenta uma discussão curiosa, e vale pena ver pelo menos os dois atos iniciais.

6/10

Hércules

Nada de Kevin Sorbo, Lou Ferrigno ou Kellan Lutz; somente Dwayne Johnson para reviver o mito do semideus mais famoso do Olimpo.

Nascido da união entre Zeus– o rei dos deuses e a mortal Alcmena, Hércules é metade deus e metade humano, e desde os anos em que estava no berço, precisou provar sua força diante dos perigos enviados pela deusa Hera, tornando-se uma lenda.

Na trama de Brett Ratner escrita por Ryan Condal, Evan Spiliotopoulos e Steve Moore, a mesma lenda é desmistificada, vemos um Hércules (Dwayne Johnson) com o visual de um ser superpoderoso, porém com uma trupe de guerreiros habilidosos Amphiaraus (Ian McShane), Autolycus (Rufus Sewell), Tydeus (Aksel Hennie), Atalanta (Ingrid Bolsø) e o contador de histórias Iolaus (Reece Ritchie) os responsáveis por ajudar Hércules a cumprir as 12 tarefas e recuperar sua honra.

Após o fiasco de “The Legend of Hercules, 2014″ a Paramount Picture e o diretor/produtor Brett Ratner tiveram sua chance de ouro para fazer o nome prevalecer nas telas dessa vez. Com um imenso set, uma porção grandiosa de figurantes e efeitos visuais um tanto moderados, Hércules caminhava para se tornar um épico digno dos deuses. Não foi bem nisso e apesar dos esforços, Ratner acabou por transformar a história num mero filme que falha constantemente nas cenas de ação, nos diálogos, no tempo e em sua conclusão – basicamente o que fez em X-Men: O Confronto Final, 2006- ainda que o carisma e dedicação de Dwayne Johnson e de alguns coadjuvantes contribuam para a produção, o filme não parece ter nada a acrescentar de novo ou atrativo, ainda que esteja muito a frente de The Legend of Hercules.

Recomendável para ver num fim de semana com um balde de pipoca, Hércules entretém qualquer um que compre a história, e principalmente os fãs que não se importam muito com a mitologia, e sim, com uma boa e velha história de sandálias e espadas.

6/10

Lucy

O cineasta francês Luc Besson, que apesar dos seus altos e baixos, proporcionou ao cinema grande contribuições, seja como diretor, roteirista, editor, produtor ou até mesmo ator. Responsável por trazer ao mundo uma das maiores assassinas femininas do cinema (Nikita – Criada Para Matar, 1990) e transformar o figurante Jason Statham no herói másculo de ação do cinema por (Carga Explosiva, 2002) Besson teve seu auge na década de 90, quando colocou armas nas delicadas mãos de Natalie Portman, que ainda muito jovem, dividiu o espaço com o ator francês Jean Reno em (O Profissional, 1994) filme pelo qual mais se é lembrado. Após uma série de tentativas de sair de sua zona de conforto –muitas delas fracassadas- Luc Besson retorna com uma obra inspiradora, aos seus moldes lotados de exageros e um visual que ainda remete a década de 90.

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No Olho do Tornado

O sucessor de (Twister, 1996) vem com novas parafernálias tecnológicas e menos ecológicas para chegar ao pico do tão sonhado “olho do furacão”.

Um mesclado de decupagem clássica com falso documentário, “No Olho do Tornado” é o mais novo filme-catástrofe a demonstrar o poder incontrolável da natureza e como o ser humano se torna insignificante diante de forças tão além de seu alcance.

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